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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Extreme Makeover: Reconstruindo a Mãe-Natureza

Sem pensar duas vezes, Nunca É Tarde Para Amar foi a pior coisa que presenciei numa sala de cinema em 2007 até agora. E acabei de descobrir que a estréia americana e em outros grandes países ainda não aconteceu. É por isso que o seu título original I Could Never Be Your Woman era tão estranho para mim. Fui ver o que os críticos acharam desta coisa mas só há dois míseros registros no RottenTomatoes. Só tomei conhecimento de sua existência há quatro semanas quando estreou em primeiro lugar aqui no Brasil. Deve ter sido a primeira vez que eu não conhecia o campeão tupiniquim de público no fim de semana. É uma comédia romântica com a Michelle Pfeiffer e o Paul Rudd que também estava no meu último filme Ligeiramente Grávidos. A Michelle é o rosto mais presente nas salas nacionais já que participa de três filmes atualmente em cartaz. Os outros dois são Hairspray (quero muito assistir mas não entrou na cidade ainda) e Stardust.

Como o próprio nome diz, nunca é tarde para amar porque a Michelle faz uma quarentona que está solteira há 10 anos e irá redescobrir o amor com um rapaz mais jovem. Ela também conversa com a Mãe-Natureza! Sim, é uma espécie de diabinha que tenta convencê-la de que está muito velha para fazer certas coisas e deve se concentrar apenas na filha que é sua versão mais jovem. A Mãe-Natureza prega a expurgação do mal do planeta, isto é, a eliminação dos humanos de mais idade para que os seus descendentes jovens possam trazer a paz. O filme discute o culto à beleza - sem a Cher - então você vai ouvir muito peelings e liftings. E também paródias que fazem críticas a Paris, Nicole, Lindsay, Bush... Hã? Realmente é uma comédia romântica que se tornou uma bagunça. Não é só pegar uma música da Alanis Morissette, mudar a letra e achar que fez uma crítica maneira ao presidente americano. Você tem que mostrar autenticidade e originalidade senão vai cair em clichês que é o que acontece neste filme da Amy Heckerling (As Patricinhas de Beverly Hills). Quantos artistas já não fizeram isto? O Green Day (ou "Dia Verde" como a legenda colocou) fez um ótimo trabalho em 2004 mas eles não foram os primeiros e nem serão os últimos. Eles tinham um diferencial.

Acho que este gênero deve ser apenas descontraído, não? O verdadeiro lado da comédia romântica tenta ser reforçado pela química entre o Paul e a Michelle que não é tão forte e pela filha dela que já não quer mais brincar com as barbies. O Paul é a graça do casal e possivelmente a do filme todo. O roteiro é tão ruinzinho. As situações são ao acaso e parecem não levar a lugar algum. Há tantas coisas batidas. O casal faz guerra de comida, os dois pulam na cama, armam para eles se separarem e tem o evento musical no final que não poderia faltar. O momento mais simpático é a simples resolução do mal entendido com a foto da outra no celular do Paul. Esta é a primeira tentativa de acabarem com o romance que felizmente não deu certo e isto dá um gás na história. A segunda tentativa funciona. É o tipo de produção em que os erros de gravação são mais divertidos.

Nota: 3,0

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Os perigos de uma promoção no trabalho

Até que O Virgem de 40 Anos não é ruim e a mais recente comédia do Judd Apatow segue o mesmo estilo. Gostei um pouco mais de Ligeiramente Grávidos. Acho interessante como o Apatow consegue dar um tom mais maduro, talvez pela ausência de pudor, na abordagem de assuntos como virgindade e gravidez que eu não normalmente não veria a mínima graça. É claro que o filme está cheio de baboseiras atráves do humor físico mas gostei de algumas delas como o Paul Rudd imitando o Robert De Niro. São os personages e suas transformações que fazem o filme valer a pena. Saí da sessão me identificando com alguns que nem gostava no começo e convencido de que a história não contém nenhuma situação exagerada.

Seth Rogen e Katherine Heigl (Grey's Anatomy) protagonizam este. Seth faz um rapaz de vida simples e fácil (seria injusto chamá-lo de vagabundo) e a Katherine acaba de ser promovida e irá apresentar o E! News Live. Os dois se conhecem numa boate, se empolgam e fazem tudo o que têm direito naquela noite. Cada um segue seu caminho depois. Oito meses depois, ela descobre... isso mesmo. A partir daí, iremos entrar na jornada dos pais de primeira viagem até o dia do nascimento. O filme não é somente comédia - ainda bem porque ele não é tão engraçado como pretende ser. Há momentos tão ternos. A cena em que o Seth pede a Heigl em casamento é de uma sinceridade incrível por mais estúpido que ele tenha parecido antes. O roteiro é muito longo, chega uma hora que cansa mesmo mas a gente sabe que o grande momento vai compensar. Lê-se "o grande momento" como "parto". É o momento que faz a gente repensar tudo o que assistiu e aceitar como duas pessoas tão diferentes podem viver juntas. É quando o casal da história esquece as desavenças. Porque antes de ficarem juntos, tem que haver a separação. As melhores piadas são as verbais mas não lembro de nenhuma que tenha sido marcante. Acho que vale citar quando o Seth brinca com as filhas da irmã da Katherine e as duas comentam como ele parece tratar as meninas como cachorros.

Eu descobri há uns meses que o primeiro trabalho no cinema da Katherine Heigl foi um filme que ela fez com 14 anos chamado Meu Pai Herói e era a filha do Gérard Depardieu. Foi curioso porque já tinha assistido no SBT, eu acho. É um em que ela inventa que o seu pai é o seu amante num hotel onde estão de férias. Eu gosto quando uma equipe que faz um filme se junta para fazer outros. O Seth fez um papel coadjuvante no Virgem, virou protagonista em Grávidos cujo um dos amigos virou protagonista de Superbad que é produzido pelo Apatow e escrito pelo próprio Seth. Estão fazendo uma revolução neste gênero de comédia. Será que podemos acusar o Apatow de nepotismo? Pois ele colocar toda a família para trabalhar em seus filmes.

Nota: 7,5